A Madrugada no Sítio
Uma história que mergulha nos limites do desejo, da culpa e das escolhas que deixam marcas para sempre. Em uma festa de família, entre bebidas, confraternização e a tensão de sentimentos proibidos, uma mulher vive um momento que muda tudo — entre fantasias que ela carrega na mente, uma situação inesperada e o conflito entre o que é certo e o que o coração pede. Uma narrativa que fala sobre desejos que não se apagam, culpas que ficam e a memória que guarda cenas que ninguém esperava viver. Um conto adulto que toca o coração e deixa o leitor pensando sobre as fronteiras invisíveis que existem entre o que queremos e o que fazemos.
Sussurros do Desejo.
6/6/20263 min temps de lecture


Sou casada, e vou contar uma história que aconteceu em uma festa de aniversário, reunindo toda a família em um sítio. Meu concunhado — marido da irmã do meu — sempre teve atitudes indecorosas, e costumava fazer indiretas para mim, mas eu nunca lhe dei motivo para que ele tivesse esperanças. Minha vida sexual com meu marido é muito boa, mas, às vezes, me masturbo sozinha, imaginando outros homens que me desejam e me possuem — não é uma pessoa específica, são apenas fantasias que surgem na minha cabeça, cenas que mexem com o meu ser.
Todos iriam pernoitar no local, e durante o dia a festa foi cheia de animação, bebidas e confraternização. Em um momento, eu estava pegando carne do churrasco quando ele se aproximou e disse:
— Gostosa.
Eu olhei rápido, sem acreditar no que tinha ouvido, e ele completou, como se tivesse falado algo totalmente normal:
— A cerveja está gostosa, um calor desses. Se a pessoa não se atentar, bebe muito sem perceber.
Não liguei muito, pois já era costume dele usar conversas de duplo sentido sempre que tinha oportunidade.
À noite, todos já estavam cansados e começaram a se dirigir aos seus quartos. Meu marido estava tonto, quase sem conseguir andar, e quase todos os outros também estavam na mesma situação. Eu também estava tonta, mas não tanto — pois não bebo muito. Deitamos na cama e ele adormeceu imediatamente. Eu, por minha vez, estava pensando em coisas relacionadas ao sexo, e comecei a me masturbar, mas não consegui chegar ao orgasmo — talvez por causa da bebida, acabei dormindo sem concluir.
Acordei de madrugada sentindo alguém puxando a minha mão para fora da cama. Acordei de repente, assustada: era o meu concunhado, que me fez gestos para que eu ficasse calada. Engoli seco, toda nervosa, ainda meio desorientada. Ele levou a minha mão até o seu pênis. Uma parte de mim não queria fazer aquilo, resistia, mas, por outro lado, o desejo falou mais alto. Fiquei sem graça, olhei para o meu marido, que dormia profundamente, até roncando. Ele abaixou a sua cueca e começou a fazer movimentos com a minha mão, até que, sem que eu percebesse, eu estava fazendo os movimentos sozinha, sentindo que tudo aquilo era uma loucura — mas uma loucura que mexia com cada parte do meu corpo.
Como eu tinha dormido excitada, acabei gostando do que estava acontecendo. Ele puxou a minha cabeça para perto da sua boca, e eu tentei me afastar, mas ele aproximou o seu pênis da minha boca e eu acabei cedendo, não tendo mais como evitar. Ele ficou esfregando o pau na minha boca, e eu sentia que estava gostando daquela brincadeira, da sensação que percorria todo o meu ser. Até que, abri a boca, comecei a fazer a chupar: primeiro devagar, mas depois comecei a fazer barulhos, então parei e voltei a usar apenas a mão.
Ele sussurrou que ia gozar. Eu respondi que não tinha para onde ele ir, e ele apontou para a minha boca. Eu arregalei os olhos, sem esperar por aquilo, mas não tive outra escolha: tive que abrir a boca na hora para não sujar. Ele gozou uma boa quantidade, e eu fui "obrigada" a engolir tudo. Depois disso, ele saiu do quarto, e eu fiquei ali, sentindo o desejo aumentando cada vez mais. Me masturbei até conseguir chegar ao orgasmo, deixando que tudo o que aconteceu se transformasse em sensações que eu não conseguia controlar.
Desde esse dia, evito pensar no que aconteceu, e também evito falar com ele. Mas confesso: às vezes, não consigo evitar. Imagino essas situações loucas, o que aconteceu naquele sítio, e outras cenas que surgem na minha cabeça, como se eu estivesse revivendo tudo de novo, sentindo novamente o conflito entre o que é certo e o que o meu coração pede.


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