O desejo que ficou na parede.
Uma história que toca os limites do que é permitido e do que se sente, mergulhando nos conflitos internos, nos desejos proibidos e nas dúvidas que só o coração sabe explicar. Uma narrativa que traz a realidade dos sentimentos, da curiosidade e do desejo que surge em situações inesperadas, com detalhes que deixam cada leitora imaginar, sentir e viver cada momento — entre o que é certo e o que o coração pede. Um tema que faz parte de conversas, buscas e reflexões, quebra tabus e deixa a história gravada na memória, como algo que não se pode apagar, mas que não se quer esquecer.
DESEJOS PROIBIDOS.
Sussurros do Desejo.
5/31/20263 min read


Vivia uma vida calma e em paz ao lado do meu marido — era só nós dois, nosso cantinho, nosso mundo. E tudo o que vou contar aconteceu exatamente como se passou, gravado na minha memória para sempre.
João Mario, era um rapaz que morava em outra cidade. Por questões do serviço militar, surgiu a necessidade de ele ficar alguns dias hospedado conosco. Meu marido me falou sobre isso com antecedência, e para mim não houve nenhuma dúvida: afinal, era o filho dele. Mesmo com a distância e a pouca convivência, eu sabia que era um bom rapaz, educado, de família, com bons costumes.
Quando ele chegou, fizemos questão de deixar ele à vontade, como se estivesse na sua própria casa. Os dias passaram tranquilos, tudo seguia bem.
Até que uma tarde, eu voltei mais cedo do trabalho. Estava olhando para o celular, distraída, e não fiz barulho nenhum ao entrar. Pensei que talvez meu marido estivesse em casa, e segui caminhando em direção ao nosso quarto. Quando passei perto do banheiro, ouvi o som da água caindo e vi que a porta estava praticamente aberta. Fiquei na dúvida: seria meu marido? E meio que no impulso, olhei.
Não era ele. Era o filho do meu marido.
Estava se masturbando — eu vou direto ao ponto, estava batendo punheta. Aquilo me deixou, no primeiro instante, gelada, sem saber como reagir. Ele não me viu, estava de costas, todo entregue ao que fazia, parecia tão envolvido, tão empolgado com o que estava fazendo.
Me recolhi rápido, com medo de ser vista, e em questão de segundos mil coisas passaram pela minha cabeça: Devo ou não olhar? Mas eu olhei sem querer. Ele poderia ter fechado a porta, mas eu também poderia ter chamado ou avisado para que aquilo não acontecesse. E se eu olhar de novo? Qual o problema olhar, se ninguém vai saber? Mas se eu for vista, digo que foi sem querer. No meio de tantas dúvidas, decidi olhar de novo — seria rápido, não ia ter problemas… olhei mais uma vez e tive que admitir: era lindo, bem duro, com a cabeça rosada, e mexeu comigo de um jeito que eu não conseguia explicar.
Me afastei de novo, sentindo que algo dentro de mim estava se mexendo, algo que eu não sentia há muito tempo. E então ouvi um pequeno gemido, baixo, que saiu do fundo do peito dele. Olhei mais uma vez, sem me controlar, e vi os jatos saindo, quentes, que acertaram a parede do banheiro. Foi rápido, mas o suficiente para ficar gravado na minha mente, como uma imagem que não ia embora nunca mais.
Corri para o meu quarto, tranquei a porta, fui para o banheiro e deixei a água percorrer todo o meu corpo. Mas não pude deixar de pensar no que vi, nas coisas que passei pela minha cabeça, no que senti… e uma sensação estranha, proibida, mas que mexia com todo o meu ser, ficou ali, grudada.
Pouco tempo depois, ouvi a voz do meu marido. Saí do quarto e os três ficamos conversando, enquanto eu me ocupava em preparar o jantar. Mas por mais que eu tentasse afastar, a cena não saía da minha cabeça.
Hoje, mesmo com o tempo passando, ela continua lá. Tento evitar pensar, tento me distrair, mas confesso: sempre que chego em casa, eu ando com muito cuidado, fazendo o menor barulho possível. Com medo de ver de novo, com medo de que aquilo que ficou na parede do banheiro, e na minha memória, um dia volte a aparecer.

