O Reencontro com a Amiga da Ex. (Parte 1: O Primeiro Encontro)
Tudo começa quando Fábio, que acabou de se separar da esposa há oito meses, ainda tentando se reencontrar com a sua própria vida. Ao reencontrar Stefanini — uma amiga que conheceu ainda no tempo do casamento, e que ele sempre viu apenas como uma pessoa querida e conhecida —, nada imaginava que esse encontro iria mudar tudo. Entre conversas casuais, brincadeiras com um toque de duplo sentido e pequenas quebras de expectativa, a aproximação começa devagar. O primeiro encontro na sorveteria, as mensagens diárias e a curiosidade que vai crescendo fazem com que ele comece a questionar: será que é só uma amizade, ou algo mais está começando a surgir? Nessa parte, você vai acompanhar o início dessa história, os pensamentos e os sentimentos de ambos, e sentir a tensão de algo que ainda não tem nome, mas que já começa a mexer com cada um deles.
Sussurros do Desejo.
6/22/20263 min ler


Existe momento na vida em que a melhor coisa é fazer nada. Isso mesmo, fazer nada: você deve olhar para os lados, ver que tem coisas na vida que não controla — foi isso que pensei depois que vi uma carta da minha esposa, que foi embora. Segundo ela: Ir atrás do sonho dela.
Nunca entendi essa obsessão pelo sonho dela. Tínhamos uma vida tranquila e eu não poderia largar tudo, tudo o que era certo e pagava as nossas contas, para “apostar” em um sonho que poderia se tornar um pesadelo.
A primeira coisa que me veio à cabeça foi ir viver a vida, mas era uma decisão baseada na emoção — e eu não sou assim. Sou Fábio, 35 anos, corpo normal, cabelo castanho liso, poucos fios brancos e proprietário de um negócio de pneus. Sou um cara muito bom de papo, com conversa agradável. Depois desse “sumiço” da Ana Clara, resolvi focar na minha vida e nos meus negócios.
Um belo dia, fazendo um lanche com dois colegas, encontrei Stefanini: uma mulher de pele morena clara, cabelos lisos, com um belo corpo, muito bonita mesmo — ainda mais pelo seu bumbum, que era difícil não observar.
Mas até eu saber o seu nome, apenas a vi, e tive dúvidas se ela era alguém conhecida. Aproveitei um momento para simular uma reclamação e, ao perguntar para ela quem era a gerente da loja, ela disse:
— Tudo bem, Fábio, pode deixar que vou pedir outro café, mais quente.
Eu: — Você sabe meu nome como? Você tem bola de cristal?
Ela sorriu: — Você era casado com Ana Clara. Eu reconheci você e falei assim para ter a certeza.
Eu: — Até aí tudo certo, mas como você sabe isso de mim e eu não sei nada de você?
Ela: — Eu fui para outra cidade assim que vocês começaram a namorar, e eu falava com ela pelas redes sociais.
Eu: — Ah… entendi. Nisso, conversamos mais umas coisas sem importância e trocamos telefone. Passada uma semana, decidi mandar mensagem: Oi, o café está quente? kkk.
Ela, depois de uns 5 minutos, me responde: — Vai estar quente se você tomar aqui; se você mandar pela entrega, poderá chegar frio.
Eu: — Isso é um convite para tomar café?
Ela: — Não, é só para aumentar as vendas mesmo.
Durante dois segundos, engoli seco o que li, achei que tinha passado do ponto — até que o telefone tocou, mostrando outra mensagem: Se fosse convite, ia ter a palavra sorvete ao invés de café. Gosto mais de sorvete do que de café.
Eu: — Não tem sorvete aí, mas conheço um lugar que, além de bonito, tem vários sorvetes legais.
Ela: — Isso é um convite?
Eu: — Eu ia falar que era para aumentar as vendas, mas não sou proprietário de lá então…
Ela responde com um: kkkk.
Resolvemos sair e conversar. Ela, em um dado momento, quis falar da Ana Clara, e eu fui firme e ao mesmo tempo gentil em dizer: — Ana Clara faz parte do passado, passou, passou — não quero saber de nada, porque para mim é indiferente.
Ela fez uma cara de espanto, pediu desculpas e logo falamos de outras coisas. Nisso, começou a falar dela, das coisas boas e das suas conquistas, e depois soltou:
— Posso pegar outro sorvete?
Eu: — Sim, claro.
Ela: — E as namoradas?
Eu: — Não tem namorada, quanto mais as…
Ela: — Sim, eu sei… vai dizer que tá só… — e fez um movimento com a mão, balançando a bisnaga de maionese na mesa.
Eu, no momento, fiquei surpreso, não esperava uma brincadeira daquele nível, de duplo sentido, indicando uma masturbação e nem mesmo que ela fizesse.
Ela, rindo, falou: — Nossa, ficou vermelho! Foi só uma brincadeira besta.
Eu, rindo, falei: — Que isso… kkkk.
Terminamos aquele bate-papo e, ao entrar no carro, me propus a deixá-la — se fosse possível, afinal ela já havia comentado que era casada. Ela disse que não tinha problema, porque ele estaria trabalhando à noite e já tinha saído de casa.
Chegamos em frente à sua casa e mais uma vez perguntei:
Eu: — Não terá problemas?
Ela: — Não, relaxa, de boa.
Eu: — Então tá, tenha uma boa noite.
Ela: — Boa noite.
E a boca dela veio até mim, me dando um beijo no rosto.
Desceu do carro e eu segui meu caminho, fui para casa e ali fui fazer algumas pequenas coisas para o dia seguinte. Duas horas passadas, ela me manda mensagem:
Ela: — Tá onde, sumido?
Eu: — Sumido? Tem duas horas que nos vemos kkk. Você já jantou?
Ela: — Já, estou deitada, pronta para dormir, cansada.
Eu: — Beleza, veja um filme, ajuda a relaxar.
Ela: — Filme é ótimo, relaxa tanto que às vezes consigo dormir em 5 minutos kk.
Eu: — kkkk.
Ela: — Boa noite.
Eu: — Boa noite, durma bem…
Dia seguinte, aquela correria, muito trabalho na empresa(vai para a parte dois.)
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