O Reencontro com a Amiga da Ex (Parte 2: A Verdade que Chegou)

Fábio está muito ocupado com os negócios, mas continua esperando notícias de Stefanini. Ela é quem o procura, com mensagens e brincadeiras que o fazem sorrir, apesar da complexidade da situação — ele é solteiro e ela ainda é casada. Ele tenta parar, mas acaba conversando com ela por horas, sobre assuntos diversos e piadas leves que criam um clima cheio de sentimento. No dia seguinte, sua mensagem de bom dia é bem recebida, e ela começa a perguntar sobre sua vida amorosa ao descobrir que ele está sozinho há oito meses.

Sussurros do Desejo.

6/24/20266 min ler

Dia seguinte, aquela correria, muito trabalho na empresa e eu estava eufórico. Durante dois dias seria muito trabalho: tinha conseguido uma parceria com uma loja de carros, era uma loja grande e seria muito bom para os negócios. Eu estava olhando sempre o celular para saber se ela tinha mandado mensagens, mas nada — e também tinha que manter o foco. Um dos sócios da loja de carros iria estar presente durante o dia; eu iria convidá-lo para almoçar, e assim foi. Mesmo no fim da tarde, olhei o telefone e nada de mensagens.

Assim foi durante os dois dias corridos, até que recebo a mensagem: Seu telefone está com problemas ou você tem tantos contatos para responder que nem lembrou de falar comigo? kkk

Nessa hora, não sei dizer o que aconteceu: não sei se foi um alívio ou espanto, mas sei que sorri e disse: — Não, o telefone não está com problemas e meus contatos são de trabalho, e esses realmente durante esses dois dias não têm parado.

Ela: — Tá bom, não quero atrapalhar, mas queria saber como está — dois dias sumido.

Eu: — Não estou sumido kkk, só correria, mas à noite posso mandar mensagem?

Ela: — DEVE. Tchau.

Essa palavra “deve” complica: eu sou solteiro, mas ela é casada. Era só uma conversa agradável e agora começa a dar outros contornos… Penso eu que é melhor parar por aqui. Isso não vai dar certo.

O dia passou e eu naquela situação: a de que era melhor parar e não mandar mensagem, mas mandar mensagem não tinha problema — o problema é o teor das mensagens. Mas se não fosse ligadas a ela, por eu mandaria mensagem? Vou parar mesmo.

Está decidido: parei, acabou, fim.

Segui pela tarde, começo da noite, era por volta das 18:37 quando chega uma mensagem:

“Estou fazendo meu jantar, vou colocar meu celular para carregar e nos falamos às 21:30, moço”

Pensei comigo: ela falou que ia falar, vamos ver o que é e depois eu falo a ela que não está dando certo essa troca de mensagens, que é melhor parar por aqui.

Às 21:30 em ponto, chega a mensagem: “Kd você?”

Eu: — Estou aqui, quase dormindo.

Ela: — Eu cochilei e acordei agora kkk.

Eu: — Muito cansada, né?

Ela: — De mais…

E nisso, nossa conversa fluiu por quase uma hora e meia: conversamos assuntos aleatórios, debatemos alguns pontos de vista, falamos de coisas sérias como “visão de vida” e pequenas piadas do nível mais idiota — piadas que arrancavam risadas mais pelo nível de idiotice do que pela graça em si. Nos despedimos e, ao deitar, lembrei que aquilo não daria certo… mas amanhã eu vejo isso, por hoje deixa como está e ali fui dormir, sorrindo como há algum tempo eu não fazia.

No dia seguinte, por volta das 05:30, mandei a mensagem:

“Bom dia, flor do dia” — queria ser engraçado, gentil, mas era legal fazer isso? Mas na vez em que saímos para tomar sorvete, ela fez a brincadeira de duplo sentido, questionando se eu estava apenas me masturbando. Faz 8 meses que me separei; a brincadeira dela foi mais pesada do que a minha, mas ela não tem problema da minha parte — mas da dela tem: ela é casada. Melhor eu apagar. Daí pego o celular e vejo a notificação dela, com o início de mensagem dizendo: “Que lindo, gostei…” e eu: “Putz, agora é tarde, já foi.” Abri a mensagem: “Que lindo, gostei de acordar e ver esse bom dia. Espero que você tenha um dia ótimo.”

Apenas respondi: — Você também, até mais tarde.

Enviei. “Putz, de novo, esse negócio…” chega a outra mensagem: “Até mais tarde”.

E agora o que eu faço? Ah… deixa, já foi. O universo não será destruído por causa disso.

Passa o dia, chega à noite e, entre nossas conversas, ela solta:

Ela: — Se ela voltasse, você reataria seu casamento?

Eu: — Não.

Ela: — Resposta seca, você não pensaria…

Eu: — Não.

Eu: — Não tem o que ser pensado: a hora de pensar e conversar já passou — era no momento em que ela estava aqui em casa, passou pela porta. A situação é outra.

Ela: — Entendo, você não sabe se ela está feliz com a escolha dela ou até mesmo arrependida.

Eu: — Para mim é indiferente: se uma coisa ou outra, para mim tanto faz.

Ela: — Certeza?

Eu: — Absolutamente, porque eu perderia meu tempo?

Ela: — Você tem raiva?

Eu: — Não é raiva, é clareza: é entender que tudo é um círculo — alguns se fecham, outros se abrem. E ao mesmo tempo, não podemos perder tempo pensando nisso, apenas deixamos fluir.

Ela: — Certo. E as namoradas?

Eu: — Não tem namoradas, nem a namorada, quanto mais as…

Ela: — Duvido.

Eu: — Meu Deus…

Ela: — Vai dizer que está sozinho, oito meses?

Eu: — Sim.

Ela: — kkkkkkkkkkkkkk

Eu: — Porque tanta risada?

Ela: — Vai dizer que esses oito meses está só na mão? kkkkkkk

Eu: — Kkkk, você em? Vem com cada uma!

E daí nossa conversa seguiu para outras brincadeiras e, mais uma noite, ao colocar o celular na cabeceira, eu penso: “Tenho que parar com isso”.

Sexta-feira corrida, sábado feriado, domingo fechado — tenho muita coisa para resolver. Só mandei um bom dia para ela e, no meio da tarde, um vídeo de uma música. Por volta das 16 horas, sou surpreendido com uma mensagem dela e uma foto: era ela na academia. Que coisa linda, e acredito que cheia de segundas intenções disfarçadas. Ela de costas, aquele cabelo lindo e aquele rabo lindo — ela tentou esconder um pouco na foto, mas é grande, não tem como esconder kkk. E logo depois a mensagem: “Estou na academia agora, mais tarde vou tomar uma cerveja, ‘forçada’ — é aniversário de uma amiga, muito chata mas muito amiga. Tem problema por você?”

Aquela mensagem me fez pensar por alguns segundos: “Porque ela está perguntando isso? Que nível de importância tem a minha resposta? Ela é casada, era para perguntar para o marido… sei não.” Mas respondi: — Não tem problemas, penso eu que não kkk.

Ela: — Não é costume meu sair, você já sabe, mas nesse caso tenho que comparecer. Quer ir?

Eu: — Não posso, tenho compromisso aqui na loja até às 20:00.

Ela: — Ok.

Eu: — Então beleza.

Ela: — Até mais tarde.

Eu: — Você não vai à festinha aí?

Ela: — Eu vou, mas saio cedo e, mesmo eu saindo tarde, eu falo com você mais tarde. Até.

Eu: — Ok. Até.

Dessa vez não fiquei muito pensando no erro que estava comentando; fiquei mesmo é apaixonado por aquela foto. Como ela era gostosa.

Tenho funcionários que são verdadeiros parceiros, colegas — os caras são incríveis e até um balanço nas vésperas de um feriado eles dão conta rápido. Estava tudo previsto para terminar às 20:00 e terminamos às 18:30. Fui para casa, corri um pouco e, na hora que eu estava indo tomar meu banho, chega uma mensagem dela: “Você não quer ser meu uber?”

Eu: — Dá certo, é para te buscar de que horas?

Ela: — Já era para você estar aqui — brincadeira, venha assim que puder, já estou querendo ir para casa.

Eu: — Vou só tomar um banho e vou aí, manda a localização.

Ela: — Ok, manda mensagem quando estiver perto, vou sair na calçada e já vamos embora — se não, as pessoas vão querer nos segurar para conversar mais.

Eu: — Ok.

Tudo certo e combinado como havíamos conversado. E quando chego na calçada do barzinho, vejo ela vindo: que gata, como ela estava linda e ao mesmo tempo simples. Apenas uma calça jeans que valorizava aquelas curvas, uma blusa branca que mostrava sua barriga… Aquela foto na academia e o que estou vendo aqui mexeu comigo de mais.

Ela entra no carro e fala: — “Tá cheiroso, se isso fosse para mim eu ia ficar feliz”

Eu: — Se fosse? É para você.

Ela: — Deixa de mentir, você vive cheiroso, então é para você e para as mulheres que passarem perto de você.

Eu: — Lá vem ela com esses papos malucos.

Ela: — kkkk, vamos para onde?

Eu: — Você não disse que queria ir para casa?

Ela: — Quero, mas quero antes de ir para casa tomar um açaí ou um sorvete, alguma coisa assim. Vamos — disse ela, passando o cinto do carro.

Fomos para uma praça bem movimentada: crianças, jovens e idosos. Conversamos, rimos e nos esquecemos um pouco do tempo, até que ela falou que queria ir para casa.

No caminho continuamos conversando e brincando, mas minha imaginação não parava: não sei porque aquela foto dela na academia tinha mexido tanto comigo, e ela daquele jeito… eu olhando aquela barriguinha… me perdi do que ela falava até que ouvi ela com uma de suas brincadeiras:

Ela: — Esse canto na Via é escuro, ouvi dizer que tem gente que vem para cá namorar.

Eu: — Também ouvi falar nisso.

Ela: — Você que tá sem namorada deveria vir para cá — fez o gesto de masturbação — ver os casais e se aliviar kkk...

Continuação hoje noite, a terceira parte.

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